A propaganda perfeita perdeu força. A experiência real ganhou espaço.
Durante muito tempo, as marcas acreditaram que quanto mais perfeita fosse uma campanha, maior seria seu impacto. Imagens impecáveis, vídeos superproduzidos, roteiros cuidadosamente ensaiados e anúncios com estética de comercial de TV dominaram o marketing por décadas.
Mas o comportamento do consumidor mudou.
Hoje, o público não quer apenas ver uma marca falando sobre si mesma. Ele quer ver pessoas reais usando produtos reais, em situações reais. Quer entender como aquele item funciona na prática, como ele se encaixa na rotina, quais resultados entrega e se existe alguém parecido com ele validando aquela escolha.
É exatamente por isso que o UGC, sigla para User Generated Content, ou conteúdo gerado pelo usuário, deixou de ser apenas uma tendência e passou a ocupar um lugar estratégico dentro do marketing digital.
O que é UGC?
UGC significa User Generated Content, ou seja, conteúdo gerado pelo usuário. No contexto do marketing, o termo se refere a conteúdos criados por consumidores, creators ou pessoas reais que demonstram, avaliam, explicam ou compartilham experiências com produtos e serviços.
Esse conteúdo pode aparecer em diferentes formatos: vídeos curtos, reviews, unboxings, tutoriais, depoimentos, fotos, comparativos, antes e depois, testes de produto e conteúdos de rotina.
A principal diferença do UGC para a publicidade tradicional está na percepção. Enquanto um anúncio institucional muitas vezes parece distante, roteirizado e comercial demais, o UGC se aproxima da linguagem das redes sociais: mais espontânea, simples, humana e confiável.
Em outras palavras, o UGC não tenta parecer uma propaganda. E é justamente por isso que ele funciona.
Por que o UGC está em alta?
O crescimento do UGC não aconteceu por acaso. Ele é uma resposta direta a um consumidor mais crítico, mais informado e menos tolerante a discursos publicitários genéricos.
As pessoas pesquisam antes de comprar. Elas leem comentários, assistem reviews, procuram vídeos no TikTok, observam experiências no Instagram e comparam opiniões antes de tomar uma decisão. Em muitos casos, a validação de outro consumidor pesa mais do que a promessa da própria marca.
Esse comportamento fica ainda mais evidente em mercados como beleza, moda, bem-estar, tecnologia, casa, alimentação e serviços. Em uma pesquisa recente da Allure com mais de 142 mil leitores sobre influência na compra de beleza, avaliações de consumidores apareceram ligeiramente à frente de reviews de influenciadores e celebridades como fator de influência na decisão de compra.
A estética da perfeição cansou
Durante anos, marcas disputaram atenção tentando produzir conteúdos cada vez mais bonitos. Mas nas redes sociais, beleza visual não é suficiente. O público aprendeu a identificar quando um conteúdo parece forçado demais.
Vídeos excessivamente polidos podem gerar admiração, mas nem sempre geram identificação. O consumidor pode achar uma campanha bonita e, ainda assim, não se sentir próximo dela. Pode gostar da fotografia, mas não confiar na promessa.
Essa é a virada central do UGC: ele substitui o discurso da marca pela experiência de alguém que parece mais próximo do consumidor. Não é sobre abandonar a qualidade. É sobre entender que, no ambiente digital, confiança vale mais do que perfeição.
UGC não é conteúdo amador. É conteúdo com estratégia.
Existe um erro comum no mercado: achar que UGC é simplesmente pedir para qualquer pessoa gravar um vídeo com o produto.
Não é.
Um bom conteúdo UGC precisa parecer natural, mas não pode ser aleatório. Ele precisa ter intenção, narrativa, clareza e objetivo.
O creator precisa entender o produto, saber qual dor está sendo trabalhada, qual benefício deve aparecer, qual objeção precisa ser quebrada e qual ação o público deve tomar depois de assistir ao conteúdo.
O melhor UGC é aquele que equilibra direção estratégica com espontaneidade. A marca orienta, mas não sufoca. O creator interpreta, adapta e transforma a mensagem em algo mais próximo da realidade do público.
UGC, publipost e marketing de influência: não é tudo a mesma coisa
Embora esses modelos se conectem, é importante separar os conceitos.
UGC
O creator produz o conteúdo, mas normalmente quem publica é a marca. O foco principal está no ativo criativo: vídeo, foto, review, tutorial ou depoimento que poderá ser usado em redes sociais, site, anúncios ou páginas de produto.
Publipost
O creator produz e publica no próprio perfil. Nesse caso, a marca está contratando não apenas o conteúdo, mas também o alcance, a audiência e a influência daquele criador.
Marketing de influência
Envolve uma estratégia mais ampla, que pode incluir embaixadores, campanhas recorrentes, afiliados, creators, publiposts, collabs, eventos, comunidades e vendas rastreadas.
O UGC virou combustível para performance
No marketing digital atual, uma marca não pode depender de um único criativo. Anúncios cansam. Públicos mudam. Algoritmos exigem variação. O consumidor quer ver ângulos diferentes antes de comprar.
É aqui que o UGC se torna tão valioso.
Com diferentes creators, a marca consegue testar narrativas variadas: uma pessoa mostrando a primeira impressão, outra explicando o uso, outra comparando com uma solução anterior, outra mostrando resultado, outra respondendo dúvidas comuns.
Um mesmo produto pode ser apresentado para públicos diferentes, com linguagens diferentes e objeções diferentes. Essa variedade é essencial para campanhas de mídia paga e para estratégias de social commerce.
Nesse cenário, o conteúdo deixa de ser apenas topo de funil. Ele passa a influenciar diretamente a decisão de compra.
O consumidor quer ver como o produto funciona
Uma marca de skincare pode dizer que um produto melhora a textura da pele. Mas o público quer ver a aplicação, a consistência, o brilho, o antes e depois, a rotina e a pele real.
Uma marca de cabelos pode dizer que uma máscara hidrata profundamente. Mas o consumidor quer ver o fio antes, durante e depois. Quer saber se pesa, se funciona em cabelo com química, se serve para cabelo cacheado, se ajuda no frizz e se entrega resultado na primeira aplicação.
Uma marca de moda pode apresentar uma peça em uma modelo profissional. Mas a consumidora quer ver o caimento em corpos diferentes, alturas diferentes, estilos diferentes e situações reais.
O UGC responde a essa necessidade porque aproxima produto e contexto. Ele tira a marca do discurso e coloca o produto em cena.
O grande desafio: encontrar o creator certo
Com o crescimento do UGC, muitas empresas começaram a buscar creators. Mas logo perceberam que o desafio não é apenas encontrar alguém disposto a gravar.
O desafio é encontrar a pessoa certa.
Para uma campanha funcionar, o creator precisa ter conexão com o produto, com o público e com a mensagem. Não basta ter boa aparência, boa câmera ou muitos seguidores.
Quanto mais preciso for o match entre marca, produto, creator e audiência, maior a chance de o conteúdo gerar identificação e conversão.
Onde a Matrizia entra nesse novo mercado
A Matrizia nasce justamente dentro dessa nova lógica do marketing digital: conectar marcas e e-commerces a creators com potencial real de criação, influência e conversão.
No modelo UGC, a Matrizia ajuda empresas a encontrarem creators alinhados ao produto, ao público e ao objetivo da campanha. Em vez de olhar apenas para seguidores, a proposta é considerar contexto, nicho, características, comportamento, capacidade de comunicação e aderência ao que a marca precisa comunicar.
Isso é especialmente importante porque o UGC não deve ser tratado como uma produção solta. Ele precisa fazer parte de uma estratégia maior, com briefing, seleção de creators, entregáveis, direitos de uso, formatos, canais de publicação e análise de desempenho.
Para marcas que desejam trabalhar com campanhas UGC, creators para e-commerce, conteúdo gerado por usuários e marketing de influência orientado a resultado, a Matrizia atua como uma ponte entre a empresa e as pessoas certas para contar aquela história.
O UGC não substitui a marca. Ele torna a marca mais humana.
UGC não significa abandonar branding, identidade visual ou estratégia institucional. Pelo contrário. As marcas mais inteligentes não trocam uma coisa pela outra. Elas combinam.
O conteúdo institucional fortalece posicionamento. A mídia paga amplia distribuição. O marketing de influência constrói reputação. O UGC aproxima a marca da vida real.
A marca continua tendo voz, mas passa a abrir espaço para outras vozes reforçarem sua mensagem. Em um mercado onde confiança é cada vez mais difícil de conquistar, essa validação externa se torna um ativo poderoso.
O futuro do marketing será menos sobre falar sozinho
A ascensão do UGC mostra que o marketing está saindo de uma lógica de monólogo para uma lógica de conversa. Durante muito tempo, as marcas falavam e o consumidor escutava. Agora, o consumidor participa, comenta, cria, recomenda, compara e influencia outras decisões de compra.
Para as marcas, isso exige uma nova postura. Menos controle absoluto. Mais colaboração. Menos campanha perfeita. Mais conteúdo vivo. Menos promessa distante. Mais demonstração real.
Conclusão: UGC não é moda, é adaptação
O UGC está em alta porque responde a uma necessidade real do mercado: criar comunicação mais autêntica, mais próxima e mais confiável.
Em um ambiente saturado de anúncios, o conteúdo que parece conversa tem mais chance de prender atenção. Em uma jornada de compra cada vez mais social, o conteúdo que mostra experiência real tem mais chance de influenciar decisão.
Marcas que entenderem isso antes sairão na frente. Não porque vão simplesmente contratar creators para gravar vídeos, mas porque vão aprender a transformar pessoas reais em parte estratégica da construção de confiança.
Transforme creators em prova social mensurável.
A Matrizia ajuda marcas a encontrar creators alinhados ao produto, ao público e ao objetivo da campanha, conectando UGC, influência e performance.
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