EMV mede atenção. Não necessariamente mede negócio.
Durante anos, uma métrica dominou os relatórios de marketing de influência: o EMV, ou Earned Media Value.
Ela aparece em apresentações para diretores, relatórios para investidores e dashboards de plataformas de influência ao redor do mundo. Mas existe uma pergunta que poucas empresas fazem: o EMV realmente mede o sucesso de uma campanha?
A resposta é: não necessariamente. Embora o EMV seja útil para estimar a exposição gerada por influenciadores, ele possui uma limitação importante: mede atenção, mas não mede resultado de negócio.
O que é EMV?
EMV significa Earned Media Value, ou valor de mídia ganha. A métrica busca estimar quanto custaria obter a mesma exposição através de mídia paga.
Na prática, funciona assim:
- Um influenciador gerou 100.000 impressões para uma marca.
- O CPM médio da plataforma é de R$ 20.
- EMV = (100.000 ÷ 1.000) × 20.
- EMV = R$ 2.000.
Ou seja, a campanha teria gerado um valor de mídia equivalente a R$ 2.000. Parece uma métrica interessante. E de fato ela é. O problema começa quando ela passa a ser utilizada como indicador principal de sucesso.
O erro que muitas empresas ainda cometem
Imagine dois influenciadores participando da mesma campanha.
Influenciador A
- 1 milhão de seguidores.
- 500 mil impressões.
- EMV de R$ 20.000.
- Resultado: 3 vendas.
Influenciador B
- 20 mil seguidores.
- 15 mil impressões.
- EMV de R$ 600.
- Resultado: 50 vendas.
Se analisarmos apenas o EMV, o Influenciador A parece ter sido muito mais eficiente. Mas, se analisarmos o impacto real no negócio, a conclusão é exatamente o oposto.
O Influenciador B gerou mais receita, mais clientes e maior retorno para a marca. Esse exemplo ilustra uma falha comum no marketing de influência moderno: confundir visibilidade com performance.
O mercado está mudando
Nos primeiros anos do marketing de influência, o principal objetivo das campanhas era gerar alcance. Quanto mais pessoas vissem a marca, melhor.
Hoje, especialmente em e-commerces e negócios digitais, a pergunta mudou. As empresas querem saber:
- Quantos clientes foram gerados?
- Qual foi o retorno sobre investimento?
- Qual influenciador trouxe mais receita?
- Qual audiência realmente converteu?
Nesse cenário, métricas exclusivamente baseadas em exposição começam a perder protagonismo.
O que as empresas mais maduras estão medindo?
Em vez de depender apenas do EMV, marcas mais avançadas passaram a acompanhar indicadores diretamente ligados ao resultado financeiro.
Métricas que conectam marketing e receita
- ROAS: quanto a campanha retornou para cada real investido.
- CAC: quanto custou conquistar cada novo cliente.
- Taxa de conversão: quantas pessoas realizaram a ação desejada após consumir o conteúdo.
- Receita influenciada: impacto financeiro direto dos criadores sobre as vendas.
- LTV: valor dos clientes adquiridos ao longo do tempo.
Essas métricas possuem uma característica em comum: conectam marketing e receita.
O problema de escolher influenciadores apenas pelo alcance
Muitas plataformas ainda utilizam seguidores, visualizações e EMV como principais critérios para seleção de criadores. Mas isso cria uma distorção: nem sempre o influenciador com maior alcance é o influenciador com maior potencial de conversão.
Na prática, fatores como:
- Afinidade com a marca.
- Credibilidade no nicho.
- Perfil da audiência.
- Histórico de campanhas.
- Contexto do conteúdo.
Costumam ser mais importantes para gerar vendas do que simplesmente possuir milhões de seguidores. É por isso que microinfluenciadores e criadores de nicho vêm ganhando espaço em estratégias de social commerce ao redor do mundo.
O futuro está no matching, não no alcance
A próxima evolução do marketing de influência não será encontrar o criador com mais seguidores. Será encontrar o criador mais compatível com cada campanha.
Em vez de perguntar "quem tem mais audiência?", as empresas passarão a perguntar:
"Quem possui maior probabilidade de gerar resultado?"
Essa mudança exige novas tecnologias, novos modelos de atribuição e novas métricas.
Como a Matrizia ajuda nessa transformação?
Na Matrizia, acreditamos que o futuro do marketing de influência está na compatibilidade entre marcas e criadores. Por isso, o objetivo não é apenas identificar quem gera mais exposição.
O objetivo é ajudar empresas a encontrar influenciadores com maior aderência à campanha, maior potencial de conversão e maior capacidade de gerar resultados de negócio.
Porque alcance é importante. Mas receita é indispensável.
Conclusão
O EMV continua sendo uma métrica útil. Ele ajuda a entender a visibilidade gerada por uma campanha. Mas utilizá-lo como principal indicador de sucesso pode levar empresas a decisões equivocadas.
O futuro do marketing de influência será construído por marcas que conseguem conectar conteúdo, audiência e resultado financeiro. E, para isso, medir exposição já não basta.
Saia da exposição e chegue no resultado.
A Matrizia ajuda marcas a conectar criadores, links rastreáveis, atribuição e métricas de negócio para transformar influência em receita mensurável.
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